20110906
Chegado aqui, reencontro-me com os meus velhos amigos livros, com o seu cheiro tão característico que me seduziu desde o primeiro dia - ao qual regresso todos os dias. Levanto os olhos e o espectáculo, contudo, não é bonito: todas as mesas têm livros empilhados, tal como os deixei em plena azáfama moçambicana. Não sei ainda o que lhes fazer, onde os guardar num espaço que não tenho, onde os colocar sem sem me incomodar com o inevitável sentimento de perda. Detesto "arrumar" livros, colocá-los em caixotes, longe da vista dos seus possíveis leitores. Lembro-me sempre do que dizia na catequese, que um livro só é livro quando é lido. De contrário não passa de um bibelot. Escondê-lo, retirá-lo da prateleira, colocá-lo à parte é impedir sempre alguém de usufruir do prazer da sua leitura, é sempre tarefa ingrata. Aliás, escolher é sempre tarefa ingrata. E nunca me deixa satisfeito.
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