20161121
Lá em casa, a discussão sobre a fé, a religião, o papa, cristianismo e afins está sempre tão aberta como qualquer outra sobre a democracia, homossexualidade, casamento, direitos e afins. A partir da altura em que os meus filhos usam a cabecinha para pensar - e fazem-no desde muito cedo - não me recordo de alguma vez ter dito aos meus filhos que "isso" não se discute. Todos encontramos espaço para discutir o que quer que seja, desde os temas mais pacíficos - onde estamos quase todos em sintonia - aos aparentemente mais fraturantes - sem a presença da avó, claro, para não lhe dar um xelique - porque para nós sempre foi muito importante discutirmos abertamente para podermos saber o que cada um pensa e aprendermos uns com os outros.
Nas discussões sobre a Igreja é frequente aperceber-me como os meus filhos andam aparentemente perdidos. Apesar do seu sentimento de pertença - para alguns apenas por causa do caldo cultural onde nasceram - são fortemente contestatários das posições mais conservadoras e, para eles, inexplicáveis. Ainda ontem, nas habitais conversas do pequeno almoço de domingo - que são quase uma instituição lá em casa - me diziam que eram cristão sem duvida nenhuma mas católicos com reservas. recordei uma conversa que tive com o meu filho há uns meses, em que ele me dizia que às vezes ficava preocupado com a sua falta de sintonia para com a Igreja. Dizia-me ele que o que o preocupava era ser o melhor que conseguia ser enquanto pessoa e fazer o melhor que podia e sabia pelos outros, e que isso era para ele muito mais importante que aquilo que a Igreja dizia. Respondi-lhe para não se preocupar, que estava no caminho certo, e que eu, como pai, apenas ficaria preocupado se ele ligasse mais às coisas da Igreja que às coisas da vida.
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