Acabo de ler que o Fernando Santos, com 69 anos, vai treinar o Azerbaijão. E dou comigo a pensar: o que pode levar alguém que, calculo eu, não precisa de dinheiro, a escolher ir para o Azerbaijão trabalhar e não ficar em casa com as pantufas calçadas? Só pode ser por paixão, claro. Muita paixão. Eu tenho dificuldade em entender esse nível de paixão pelo trabalho. E eu adoro o que faço, note-se. Mas é, ainda assim, trabalho. Calculo que, uma vez reformado, até nem faça coisas muito diferentes das que faço agora. Mas fá-las-ei por puro gozo, quando quiser, como quiser e com quem quiser. Espero - anseio - ter zero chatices, zero compromissos daqueles que nos obrigam a dar o que temos e o que não temos e, finalmente, poder ter descanso: acordar quando me apetecer, deitar quando quiser, ler e ler e caminhar e ler. Assim Deus me ajude.
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