20240522

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In a world full of big challenges, in a time like ours, we can’t settle for a heavy and fixed religion. We can’t try to contain the Spirit in a box. We need to experience the mighty rushing wind of Pentecost. We need our hearts to be made incandescent by the Spirit’s fire. We need the living water and new wine Jesus promised, so our hearts can become the home of dovelike peace.

https://cac.org/daily-meditations/a-living-spirituality/

Hoje, no GEP, falava da nossa tremenda falta de confiança no Espírito. Por detrás do nosso pretenso cuidado e preocupação com a fé dos outros está a nossa sede de controlo, de assegurarmos que, se fizermos as coisas bem, só podemos ter bons resultados. Se isto até pode ser assim no campo profissional - e apenas quando corre bem - no campo da fé não acredito que aconteça, de todo, dessa maneira. Se assim fosse, o Espírito estaria dependente da nossa performance. Na realidade, acredito que aconteça exatamente o contrário: a única coisa que podemos fazer é preparar a terra e semear, é dar a conhecer, é testemunhar - com a vida, só com a vida vivida - como é bom viver no e com o Espírito. É Ele quem frutifica a vida daqueles que mondaram a terra com a nossa ajuda - isso sim, é da nossa responsabilidade de educadores cristãos - e estão abertos a acolhê-lo. Temos que perder essa presunção que nos substituímos às pessoas e ao Espírito. Por isso gosto tanto da ideia de sermos andaimes: alguém os vê depois da obra construída?

 

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Que futuro para a Igreja? Não sei. Sinceramente não sei. Quando escuto este Papa, que é um bom Papa, recusar liminarmente a ordenação das mulheres em nome de coisa nenhuma, não sei. Quando ele, sistematicamente, recorda que não abençoa as uniões homossexuais mas as pessoas, não sei. Quando deixamos de escutar? Quando deixamos de olhar? Quando começamos a enterrar o Amor sob as muralhas que defendem o forte em que ciosamente nos colocamos?

20240521

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Tu, Senhor, estás no meu olhar.

Estás no que descortino, no que desvelo,

no que procuro, no que intuo.

Naquilo de que me apercebo sem nunca perceber

mas que me é tão palpavelmente real

quanto invisível;

tão claro

quanto oculto;

tão meu

quanto nosso;

que me pede apenas

que eu queira ver.

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21 de maio

QUE TIPO DE BOXEADOR É VOCÊ?

 

O que seria o boxeador que sai do ringue por ter levado alguns socos? Na realidade, tu podes abandonar o ringue de boxe sem consequências, mas que vantagem adviria de abandonar a busca da sabedoria? Assim, o que deveria cada um de nós dizer para cada prova que enfrentamos? Foi para isso que treinei, pois essa é a minha disciplina! 

Excerto de

Diário Estoico: 366 Lições Sobre Sabedoria, Perseverança e a Arte de Viver

Ryan Holiday

Há uma certa vantagem em levar pancada. Há até uma certa vantagem em saber de antemão que se vai levar pancada: estamos preparados para sofrer. E conseguimos encaixar o momento da dor na big picture: sabemos que dói mas sabemos também que há de passar.  É o velho "faz parte" que refiro muitas vezes. Ajuda-nos a lidar com o lado menos b da vida e das pessoas. Faz parte. Nada nem ninguém é só bom; nada nem ninguém é só mau. Nem o é permanentemente.

20240510

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What rises in your body when you think of home? Is home synonymous with love and affection? Is home a place you long to return to?  

For some, home is terror, a place to flee with no desire to return or revisit. This is important to name and acknowledge because too many are aimlessly wandering, feeling insignificant—unseen, unknown. 

Often, when we think of home, we think only of an external place, out there, a fixed place—the place where we live and grow, create fond memories, establish familial bonds; the place we leave when we come of age and where we return when things are hard.  

Love is home.  

Home is both an external dwelling and an internal abode. Home is the place where we belong, our place of acceptance and welcome. There, in this shame and judgment-free embryonic cocoon of love, we practice unconditional acceptance; we learn to relate to ourselves and the world around us.  

And home is a soft place for the body to land, a safe place for the soul to fully disrobe. Home is the place where our failures don’t kill, our sins can’t crush, and even when we are at our worst, we’re safe. Home is a place where we are free to take our deepest, fullest, least encumbered breath.  

At home, there’s no need to guess whether we’re in or out, welcomed or not. Home always prepares a place with us in mind.   

How are you preparing a home of unconditional acceptance for yourself? How do you welcome your body, make room for your mind? In what ways are you engaging your soul with intentionality? How are you reclaiming the safety of home for yourself?  

“Home, is a place we all must find, child. It’s not just a place where you eat or sleep. Home is knowing. Knowing your mind, knowing your heart, knowing your courage. If we know ourselves, we’re always home, anywhere.” 

https://cac.org/daily-meditations/love-is-home/

Nem sempre encontro este lar. Nem sempre procuro este lar. E no entanto sei que este lar me espera. Sempre. Para começar, o meu próprio lar. Aquele que sou para mim, ainda que às vezes consiga ser lar e outras apenas casa. Mas o mais importante é o lar dos meus. Esse é o que verdadeiramente importa, esse é o verdadeiramente seguro, esse é, verdadeiramente, aquele que é refúgio. Muitas vezes de mim mesmo. Muitas vezes, apesar de mim.

20240509

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Conversar. É tão bom! Não se limitar a trocar impressões, a dar opiniões, a dirimir argumentos, mas a conversar mesmo, partilhar sabedorias de vida, daquelas sem preocupações científicas mas que vêm do que se sente, do que se lê a partir do que se sente, do que se transmite a partir do que se sente. Estes momentos são impagáveis. São preciosos na autenticidade, na generosidade, na abertura de coração sem receios ou muros erguidos. E tornam-nos mutuamente preciosos, porque nos conhecemos melhor, porque confiamos melhor, porque a partir desse conhecimento e confiança conseguimos antecipar melhor as dificuldades uns dos outros, e conseguimos, por transbordo, que aqueles para quem trabalhamos sejam um pouco melhores. Trabalhar assim é um privilégio.

20240508

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Um desejo constante

Pe. Richard Rohr, OFM

3 - 4 minutos

 

No prefácio da nova edição de Falling Upward, a investigadora Brené Brown partilha o seu sentimento de saudade espiritual. 

 

A palavra "saudades de casa" evoca muitas vezes imagens de uma tristeza fugaz de uma criança ou o seu anseio temporário por casa e pela família. Na cultura atual, a emoção é muitas vezes descartada ... [como] um sentimento de acampamento, e não uma experiência emocional feroz que é fundamental para a experiência humana e central para a nossa necessidade de um sentido de lugar e de pertença.... Sinto-me atraída a explorar os contornos da saudade de casa para compreender melhor porque é que não consigo livrar-me deste desejo inabalável de um lar que só existe dentro de mim. 

 

Brown partilha o seu desejo regular pela casa da sua própria alma: 

 

As saudades espirituais de casa têm sido uma constante na minha vida. Não era uma experiência quotidiana, mas um desespero previsível e sempre recorrente para encontrar um sentido de sacralidade dentro de mim, não fora de mim: a minha alma, a minha casa, Deus em mim. Era a saudade de um lugar que só existe dentro de mim. 

 

Ao longo dos meus trinta e quarenta anos, ocasionalmente sucumbia a esse anseio, largava tudo e corria o mais depressa que podia para visitar a casa dentro de mim. A porta para o meu lar espiritual interno seria uma experiência simples, um encontro com um lugar fino - talvez sentado no meu carro a ouvir Loretta Lynn cantar "How Great Thou Art", ou uma tarde a nadar com Deus no Lago Travis, ou uma noite a rezar o Exame Diário. Mas depois dessa visita, ia-me embora e voltava ao meu mundo da primeira metade da vida. Eu descreveria esta espiritualidade da primeira metade da vida como o fluxo e refluxo de [palavras gregas] nostos e alga, regresso a casa e dor. 

 

Nos últimos dois anos, descobri que, espiritualmente, tenho mais vezes saudades de casa do que não tenho. As saudades espirituais tornaram-se um sofrimento quase diário. Não se trata de depressão ou exaustão. É um saber desconfortável de que estou a chegar ao fim de uma coisa e ao início de outra. Estou a partir e a chegar. Há medo, mas também há uma alegre antecipação. 

 

Hoje, quando regresso a casa, ao lugar em mim onde Deus habita, já não me interessa fazer uma visita rápida para voltar a correr para o mundo do "que os outros pensam" e do "que posso fazer". Hoje, mal consigo ser arrastada para fora de casa. Sinto-me atraída por conversas diferentes e ligações mais profundas. Quero que este espaço sagrado seja a minha casa, e não um sítio que visito para reforçar a minha "vida real" que está à margem da minha ligação com Deus. Começo a perguntar-me se a minha alga, a minha dor, é alimentada pela minha separação de Deus e do meu Verdadeiro Eu....

 

Deixar a primeira metade da vida é assustador. A maior parte de nós tem a primeira metade da vida bem definida. O que se passa é que nunca, mas mesmo nunca, tenho saudades da primeira metade da minha vida quando me afasto dela.... Talvez eu não tenha saudades da primeira metade da vida porque ela nunca foi o meu verdadeiro lar. 

 

1005

Eu vivo muitas vezes com saudade. Do futuro, quase sempre. Da possibilidade de ser, de acontecer, de construir, de ser de novo, de refazer. É uma saudade de algo que é inatingível e me faz desligar do que sou e tenho à minha volta. É uma saudade boa no sentido em que me projeta para o futuro, mas é, ao mesmo tempo, uma saudade má na medida em que me desliga da realidade, da minha realidade, sobretudo de quem eu sou na realidade. Hoje, no GEP, falava deste regressar. Não lhe chamava casa, mas meninice. Disse que era tempo de voltarmos a ser meninos. É o regressar ao princípio. É o regressar a casa. É o regressar de Jesus ao Pai. E nós com Ele.

 

 

Bambora

  Não é estranho que nos digam que «ser homem é muitas vezes uma experiência de frustração». Mas não é essa toda a verdade. Apesar de todos ...