20210112

hoje esqueci-me de colocar o cinto

Sou um homem de rituais. Gosto de fazer as mesmas coisas nos mesmos dias, se possível à mesma hora. Quando chego a casa coloco as coisas no mesmo sítio, sento-me no mesmo lugar a ver as coisas de sempre. De manhã, repito a rotina de todos os dias, pela mesma ordem. Começo o dia com uma caminhada de uma hora pelos mesmos lugares e, depois de rezar peripateticamente, escuto os podcasts ou a música de sempre. Inicio o trabalho da mesma maneira, pela mesma ordem: agenda, e-mails, notícias, redes sociais. Este é, normalmente, o elemento constante nos meus dias. Quase sempre, o único elemento constante, porque o que eu faço com que faço exige uma adaptação permanente, uma procura do novo, um confronto permanente entre o que é feito e a avaliação do que é feito para que se possa fazer melhor. Talvez por isso os rituais me sejam muito importantes, quase como lemes que me impedem de navegar exclusivamente ao sabor dos dias. Não gostando de surpresas - reajo sempre muito mal nos primeiros 15 segundos - tenho, no entanto, a capacidade de me adaptar com rapidez e, sobretudo, de não encalhar no que eu gostaria que acontecesse. À medida que a idade avança vou percebendo que há coisas que são o que são e o que sou chamado a fazer é sobre o que é e não em cima do que eu gostaria que fosse. Não se trata de rendição mas de adaptação, na tentativa de fazer o melhor.

20210111

escolher

 Poder escolher é um privilégio ao alcance de muito poucos. É até, em meu entender, o factor que demonstra ou não a possibilidade de liberdade: se eu posso escolher, então sou livre. Mas escolher tem que se lhe diga. Por vezes pensamos que estamos a escolher o que quer que seja quando na verdade estamos apenas e escolher o que os outros querem que escolhamos. Por isso, a escolha, qualquer que ela seja, tem que estar ligado ao conhecimento. Se eu apenas conheço uma vertente de determinada coisa, não estou a escolher coisa nenhuma, estou apenas a indicar a única coisa que conheço. Não é à toa que qualquer processo ditatorial comece por limitar o acesso ao conhecimento, seja queimando livros, seja impedindo o acesso às escolas, seja limitando a livre circulação das ideias. Porque conhecer é poder escolher, com liberdade, o melhor.

Poder escolher é um privilégio, mas é também uma responsabilidade. Se eu sou chamado a escolher o que quer que seja, tenho o dever de saber quais são as alternativas, o que está em cima da mesa, e a possibilidade do melhor. Não do perfeito, não do menos mau, mas do melhor. E se, por acaso, o melhor que tenho diante de mim for na realidade o que considero menos mau, tenho o dever de contribuir para que o melhor seja, efetivamente, o melhor, ainda que para isso me tenha que chegar à frente. Na verdade, a possibilidade de escolher tem que ter como consequência a responsabilidade de escolher o melhor para que possa transformar. Não escolho para que tudo fique na mesma - mesmo que escolha que tudo fique na mesma - porque a minha escolha reforça ou enfraquece o meio onde me insiro. Ainda que seja uma escolha pessoal, essa escolha tem reflexo à minha volta. Ainda que escolha não escolher, essa escolha tem reflexo à minha volta. A escolha, qualquer que ela seja, tem reflexo.

Por isso é tão importante que exerça a minha capacidade de conhecer para que possa escolher, verdadeiramente, o que quero escolher. Se assim não fizer não estou a escolher, estou a permitir que outros escolham por mim. E se permitir que outros escolham por mim, se me alhear da minha responsabilidade de escolher, estou-lhes a entregar, numa bandeja, a minha liberdade e, com ela, a minha própria vida. Depois, fazem de mim o que quiserem. Sem qualquer possibilidade de escolha da minha parte.

20210105

202001051215

 

Lá em casa discutimos bastante as opções de vivência da fé de cada um de nós. Que são tantas quantos somos nós, porque apesar de os nossos filhos terem plataformas idênticas - o que não acontece comigo e com a Isabel que, neste campo, vimos de sítios muito diferentes - a forma como cada um deles incorpora e celebra a fé é múltipla. Enquanto eram miúdos essa era uma das nossas responsabilidades, e cumprimo-la. Fizeram o percurso catequético normal, participaram na eucaristia connosco, cantaram, foram catequistas, membros e orientadores de grupos juvenis, assumiram responsabilidades no Fé e Luz, rezamos juntos à refeição... tudo como manda a sapatilha. Depois, foram saindo de casa à medida que acabavam os seus cursos, foram saindo de casa, largando as saias de mãe - sempre bem mais incisiva que eu nestas coisas - conhecendo e escolhendo as suas companhias de caminho, e agora nem sempre participam na eucaristia, nem sempre rezam, nem sempre é clara para nós a sua escolha pessoal em ter Deus na sua vida. Sempre que conversamos sobre o curriqueiro dos seus dias vejo neles, de forma clara, a presença de Deus. Todos eles vivem a vida com os olhos postos nos outros, todos eles têm a dimensão do sagrado muito clara, todos eles são contestatários da Igreja mas andam à procura de uma maneira de a encaixar na sua forma de viver a fé. Eu, que sempre fui mais de ver copos cheios, percebo-lhes o percurso, que tem que ser o seu percurso, e sobretudo leio o tempo de maneira diferente. Não fico demasiadamente preocupado com a sua fase atual porque a vida ainda não lhes falou - nós esforçamo-nos bastante para que a vida lhes fale quando estiverem preparados para a escutar - e porque acredito que, quando acaba o nosso trabalho de pais é quando trabalha neles Deus de forma mais incisiva. Por isso, quando sentirem os ossos na pele, Deus falar-lhes-à e eles, que conhecem a Sua linguagem, saberão escuta-Lo.

20210104

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O que nos faz correr? O que nos faz levantar da cama e prosseguir' Em nome de quê? Em nome de quem? Tem andado cá por dentro aquela questão que me pergunta onde está o meu tesouro. Acabei de ver uma série que anda à volta de miúdos na casa dos vinte que se candidatam a trabalhar num banco londrino. De dia, são negociadores implacáveis, apelando ao pior de si mesmos em nome da competitividade. De noite são cadáveres ambulantes com um vazio imenso que é ilusoriamente preenchido com sexo, drogas e devassidão. Vejo aquela série e penso em alguns dos miúdos que me passam pelas mãos e nos pontos de contacto que certamente existirão: muito dinheiro, muita aparência, muito fogo de vista, muito glamour instagramável mas o que se passará fora dos holofotes? Nos Dias de Reflexão, a determinada altura, ponho uma música clássica calma a tocar e deixo-os a escutá-la durante uns bons cinco minutos. E coloco a seguinte pergunta "quem sou eu quando ninguém olha para mim?" Porque esta é uma pergunta que a vida, tarde ou cedo, acaba por nos colocar. E o melhor é que se nos vá colocando a tempo de irmos sabendo a resposta. O curioso disto tudo é que a fuga ao compromisso conduz, não à liberdade tão almejada, mas ao vazio. Sem compromisso não há cumprimento, não há rumo. Sem amarras não há porto e sem porto não há partidas nem chegadas. Apenas viagem. E a viagem, sem destino, é um imenso tédio.

202101040941

 Um novo ano começa, e com ele novos princípios, que mais não são que tentativas de recomeços. Claro que sei que esta divisão do tempo é apenas nossa, é artificial, que somos continuidade e que com a mudança artificial da contagem do tempo a essência permanece. No entanto, sendo isso verdade, não o é inteiramente. Eu não vivo o tempo como se fosse todo um só. Creio que nenhum de nós o vive. Temos fins de semana e aniversários e efemérides várias porque precisamos de ser recordados do que nos guia e nos motiva e faz com que a vida não seja sempre a mesma coisa. Estarmos com alguém que apreciamos no seu dia de aniversário é um acontecimento especial; celebrarmos a eucaristia ao domingo é um acontecimento especial; passarmos um doce fim de semana com quem amamos é um acontecimento especial. É o mesmo tempo, mas não é o tempo igual. Regressarmos a casa no final de um preenchidíssimo dia de trabalho é um acontecimento especial, que nos permite a recuperação física e afetiva que nos recupera daquela terrível sensação de sermos meros parafusos de uma qualquer engrenagem. Da mesma forma, sendo eu o mesmo, as dimensões que são reveladas e preenchidas em cada um desses momentos são diferentes. Naturalmente, serei mais afetivo numas e mais racional noutras. Começo os meus Dias de Reflexão com uma lapalissada que motiva o riso mas é importante: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não é tudo a mesma coisa. Assim é o tempo. Assim sou eu. Assim somos nós.

20201211

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Eu sei o que é viver imerso no medo. Eu sei o que é acordar com ataques de pânico. Eu sei o que é ter pesadelos e acordar e desejar com todas as forças regressar ao pesadelo. Eu sei o que é viver de cabeça baixa, com vergonha de olhar ao espelho, com medo que descubram quem sou (era). Eu sei o que é o medo, como nos tolhe, como nos limita, como toma conta de tudo em nós, dos nossos pensamentos, gestos atitudes, olhares, fantasias. Eu sei como se insidia, como se instala, como nos trabalha por dentro, como nos leva a ver o que não existe alterando completamente a perceção da realidade, escurecendo-a, enegrumando-a. Eu detesto o medo. Visceralmente.

Esta semana disseram-me que o confinamento me tinha feito bem. Que estou mais calmo, mais ponderado, atribuindo a cada coisa o seu devido peso, sem dramatismos bacocos que não ajudam ninguém a crescer. "Estás mais sábio". Sorri, querendo muito acreditar que sim, sabendo certamente que não. Ainda não, pelo menos. Porventura, poderei ter mais momentos de serenidade que de sobressalto, mais sobriedade e menos perturbação. Provavelmente seleciono melhor, e também oculto melhor, não procurando fora o que já vou encontrando dentro de mim. E sobretudo vou tendo menos medo, mais confiança, naquilo que a confiança tem de fundamento, de ponto de partida, de olhar em diante. Terei, com sorte, as costas mais direitas, já não me vergo tanto ao sabor do vento das palavras abonatórias que me são dirigidas, já não as procuro tanto, pelo menos não em tantas pessoas, não em todos, apenas em alguns, em quem reconheço sabedoria, em quem busco norte, em quem encontro rumo. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Não é tudo a mesma coisa. Nesta lapaliçada encontro por vezes essa distância que me permite observar e extrair o que de mais importa. A serenidade, o encontro, o Pai, eu.

Hoje acordei com a sensação que 2021 vai ser um ano bom. Todos aqueles a quem disse isto olharam-me com menos estranheza que se estivesse vestido de Pai Natal. Uns encolheram ombros, outros riram, outros juntaram esta àquelas declarações completamente desligadas da realidade que volta e meia me saem prodigamente da boca para fora. Talvez seja vontade que este clima de medo acabe, talvez seja a irresistível vontade de voltar a sentir o calor do abraço, a força do aperto de mão, o leve toque que é simultâneamente elo de ligação, transmissor de quentura, energia, carinho... talvez seja isso tudo e mais alguma coisa. Não é importante. Importante mesmo é que é que o que sinto. E isso rouba o medo de mim e coloca no seu lugar a esperança. E a vida, assim, é bem melhor.
 

20201207

Fratelli Tutti - Artigo para O Poço

 

 

Rerum Novarum, 1891. Poderia apostar que quase ninguém sabe o que é. No entanto, é um documento importantíssimo na História da Igreja. O mundo ocidental de então estava no início da industrialização e, com ela, a procura da riqueza exacerbada, a qualquer custo, sob qualquer sacrifício. O Papa Leão XIII, constatando a progressiva exploração e consequente desumanização dos operários que, considerados meras ferramentas produtivas, trabalhavam horas e dias a fio, publica no dia 15 de maio de 1891 a encíclica Rerum Novarum (Das Coisas Novas), Sobre a Condição dos Operários. Nesta encíclica, que é tida como a fundadora da Doutrina Social da Igreja, é lançado um olhar sobre os vários aspetos que orientam a sociedade: o primado do trabalho, a noção de bem comum, o salário justo, os direitos e deveres dos trabalhadores e dos detentores do capital. Para espanto de muitos, incentivava os trabalhadores a organizarem-se em sindicatos, avisando, no entanto, do perigo encantatório dos “ismos” – socialismo, comunismo, capitalismo, liberalismo – que mais não pretendiam que instrumentalizar o homem, sonegando-lhe a humanidade.

Depois da Rerum Novarum foram várias as encíclicas sociais escritas pelos Papas que sucederam a Leão XIII. À medida que o mundo se transformava - e com ele as relações sociais, económicas e políticas - o olhar da Igreja era atualizado, oferecendo novas propostas, apontando novos equilíbrios, mas tendo sempre como prioridades a pessoa humana e o bem comum, essenciais para transformar a sociedade com a força do evangelho, contribuindo na construção do Reino de Deus.

Recentemente, a 3 de outubro último, o Papa Francisco fez publicar, em Assis, a encíclica Fratelli Tutti, Sobre a Fraternidade e a Amizade Social, na qual propõe “uma forma de vida com sabor a Evangelho”, numa “humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras.”

Logo no primeiro capítulo, o Papa Francisco faz uma leitura desencantada da atualidade, pois constituem “tendências do mundo atual que dificultam o desenvolvimento da fraternidade universal”. Refere o sonho de uma Europa unida que não se concretizou, dos sinais de regressão da história, com novas formas de egoísmo e de perda do sentido social. Importante para o Papa Francisco – que veio do fim do mundo, como disse em tom de brincadeira logo depois da sua eleição – é a tentação para a imposição de “um modelo cultural único, que unifica o mundo, mas divide as pessoas e as nações”, que “nos torna vizinhos, mas não nos faz irmãos.” Já na Christus vivit, a Exortação Apostólica aos Jovens, o Papa Francisco alertava para os perigos do desenraizamento como forma de as ideologias reinarem sem oposições. Neste capítulo, duro, como acontece sempre que precisamos de ver e não apenas olhar para a realidade, são-nos recordadas a cultura do descarte, a escassez dos Direitos Humanos, que não são ainda para todos, os conflitos e medos atuais, passando pela pandemia, globalização e progresso. É um retrato desencantado, de um mundo doente, cujos sintomas importa analisar para que se possam tratar adequadamente.

E o tratamento, no entendimento do Papa Francisco, é-nos tão familiar quanto difícil de concretizar. Na realidade, é-nos recordada uma daquelas parábolas que lemos vezes sem conta, que conhecemos de trás para a frente, mas remetemos para outros tempos e, se possível, outras personalidades. Efetivamente, o Papa Francisco escolhe a parábola do Bom Samaritano como fundamento teológico da cura, como forma de ser e de fazer, recordando-nos que “é o amor que rompe as cadeias que nos isolam e separam, lançando pontes; amor que nos permite construir uma grande família onde todos nos podemos sentir em casa.”

Saboreando esta parábola, conseguimos apreciar a sua atualidade, até porque o Samaritano deu ao homem que tinha sido assaltado e ferido, “algo que, neste mundo apressado, regateamos tanto: deu-lhe o seu tempo. Tinha certamente os seus planos para aproveitar aquele dia a bem das suas necessidades, compromissos ou desejos. Mas conseguiu deixar tudo de lado à vista do ferido e, sem o conhecer, considerou-o digno de lhe dedicar o seu tempo.” Soa-nos familiar? Certamente! De facto, “estamos todos muito concentrados nas nossas necessidades, ver alguém que está mal incomoda-nos, perturba-nos, porque não queremos perder tempo por culpa dos problemas alheios. São sintomas duma sociedade enferma, pois procura construir-se de costas para o sofrimento.” E continua o Papa Francisco: “Diante de tanta dor, à vista de tantas feridas, a única via de saída é ser como o bom samaritano. Qualquer outra opção deixa-nos ou com os salteadores ou com os que passam ao largo, sem se compadecer com o sofrimento do ferido na estrada.” Assim, a única solução para uma sociedade enferma é cuidarmos “da fragilidade de cada homem, cada mulher, cada criança e cada idoso, com a mesma atitude solidária e solícita, a mesma atitude de proximidade do bom samaritano.”

Os capítulos que se seguem fornecem-nos as pistas para a ação. Detetada a maleita, consciencializadas as suas origens, conhecido o seu remédio, importa agora estendê-lo a todas as vertentes da sociedade. O Papa Francisco, ao longo dos restantes capítulos desta belíssima e encantadoramente simples e acessível encíclica, vai desmistificando e desmontando argumentos que escutamos todos os dias, evidenciando a vacuidade de chavões como aquele que vem da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, sendo que a Fraternidade ficou esquecida, quando “tem algo de positivo a oferecer à Liberdade e à Igualdade. Que sucede quando não há a fraternidade conscientemente cultivada, quando não há uma vontade política de fraternidade, traduzida numa educação para a fraternidade, o diálogo, a descoberta da reciprocidade e enriquecimento mútuo como valores? Sucede que a liberdade se atenua, predominando assim uma condição de solidão, de pura autonomia para pertencer a alguém ou a alguma coisa, ou apenas para possuir e desfrutar.”

Naturalmente, a encíclica Fratelli Tutti é demasiado rica para que possa ser devidamente escalpelizada nestas páginas. Nem é isso que se pretende, mas apenas suscitar a leitura de um documento tão importante e basilar para todos os cristãos e homens de boa vontade.

Na nossa paróquia esta não é uma linguagem estranha para nós. Graças a Deus, e ao nosso pároco, somos uma paróquia atenta aos mais desfavorecidos, aos que habitam as margens. Iniciativas como a Mesa de São Pedro, os Vicentinos, a forma como acolhemos a família Síria, são pequenos exemplos de como podemos e devemos imitar o Bom Samaritano e cuidar de quem está física ou moralmente ferido. No entanto, continuamos a virar a cara para o lado, continuamos a escolher não ver, continuamos a seguir caminho, por vezes enchendo-nos de boas mas artificiais justificações para que continuemos a conseguir viver com a nossa má consciência. Todos temos ainda muito que caminhar. Gostaria, por isso, de terminar com parte de uma das orações com que o Papa Francisco termina esta encíclica:

“Concedei-nos, a nós cristãos, que vivamos o Evangelho e reconheçamos Cristo em cada ser humano, para O vermos crucificado nas angústias dos abandonados e dos esquecidos deste mundo e ressuscitado em cada irmão que se levanta.”

Tão simples e, no entanto, tão exigente!

 

 

 

Bambora

  Não é estranho que nos digam que «ser homem é muitas vezes uma experiência de frustração». Mas não é essa toda a verdade. Apesar de todos ...